História

O que foi o 11 de setembro?

O que foi o 11 de setembro?

No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos sofreram uma série de ataques coordenados que mudaram a história do país.

Em poucas horas, quatro aviões comerciais foram sequestrados por 19 integrantes da organização extremista Al-Qaeda.

Dois atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York; um terceiro atingiu o Pentágono, na Virgínia; e o quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia.

Os atentados deixaram 2.977 mortos, sem contar os 19 sequestradores, e milhares de feridos. Pessoas de mais de 90 países estavam entre as vítimas.

Mas o impacto do 11 de setembro foi muito maior do que a destruição provocada naquele dia. O episódio alterou a política externa dos Estados Unidos, aumentou as medidas de segurança em aeroportos, influenciou guerras no Oriente Médio e mudou a maneira como o terrorismo passou a ser tratado internacionalmente.

O que aconteceu em 11 de setembro de 2001?

Naquela manhã, quatro aviões comerciais que partiam da costa leste dos Estados Unidos foram sequestrados.

O primeiro foi o American Airlines Flight 11, que atingiu a Torre Norte do World Trade Center às 8h46.

Às 9h03, o United Airlines Flight 175 atingiu a Torre Sul.

O terceiro avião, American Airlines Flight 77, foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, às 9h37.

O quarto, United Airlines Flight 93, caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03.

Passageiros e tripulantes haviam descoberto o que estava acontecendo e tentaram retomar o controle da aeronave e segundo as investigações, o avião tinha como provável destino Washington, D.C.

As Torres Gêmeas e o World Trade Center

O World Trade Center, em Manhattan, era um dos principais símbolos econômicos dos Estados Unidos.

As duas torres tinham 110 andares e recebiam dezenas de milhares de trabalhadores diariamente.

Depois dos impactos dos aviões, os incêndios provocados pelo combustível e os danos estruturais levaram ao colapso das duas construções.

A Torre Sul caiu primeiro, às 9h59. A Torre Norte desabou às 10h28.

A destruição transformou a região em uma enorme área de escombros que posteriormente ficou conhecida como Ground Zero.

O ataque matou mais de 2.600 pessoas apenas na região do World Trade Center, além das vítimas dos aviões e do Pentágono.

Quem realizou os atentados de 11 de setembro?

Segundo os próprios EUA, os ataques foram planejados e executados por integrantes da Al-Qaeda, organização extremista fundada e liderada por Osama bin Laden.

Os 19 sequestradores receberam treinamento relacionado à organização, e entre eles estavam quatro homens que assumiram o controle dos aviões e possuíam treinamento de pilotagem nos Estados Unidos.

Segundo o FBI, os integrantes entraram nos Estados Unidos gradualmente a partir de 2000, e todos os 19 estavam no país antes de julho de 2001.

Mas após os ataques, surgiram teorias de que os setores do próprio governo dos Estados Unidos teriam conhecimento prévio ou até participado do planejamento do 11 de setembro.

Entre as alegações mais conhecidas estão a ideia de que os atentados teriam sido usados como justificativa para iniciar as guerras no Afeganistão e no Iraque, ampliar os poderes de vigilância do Estado, aumentar os gastos militares e fortalecer a influência norte-americana no Oriente Médio, o que realmente aconteceu depois do evento.

Algumas versões também afirmam que o governo teria permitido deliberadamente que os ataques acontecessem.

O que existe, de fato, é um debate histórico sobre como o governo norte-americano utilizou politicamente o trauma do 11 de setembro para justificar mudanças na política externa e de segurança, especialmente a chamada “Guerra ao Terror”.

Por que a Al-Qaeda atacou os Estados Unidos?

A Al-Qaeda apresentava uma visão extremista e defendia ataques contra aquilo que considerava símbolos do poder norte-americano.

O World Trade Center representava o poder econômico. O Pentágono representava o poder militar. Washington, D.C., provável destino do quarto avião, concentrava importantes instituições políticas do governo americano.

Mas é importante separar a organização extremista de muçulmanos e do islamismo como religião.

A Al-Qaeda era uma organização extremista que utilizava uma interpretação radical da religião para justificar violência. Milhões de muçulmanos ao redor do mundo não tinham qualquer relação com os atentados.

Quantas pessoas morreram no 11 de setembro?

Os ataques de 11 de setembro deixaram 2.977 vítimas fatais. Foram:

  • 2.753 pessoas em Nova York
  • 184 pessoas no Pentágono
  • 40 passageiros e tripulantes do voo 93

As vítimas tinham diferentes nacionalidades, religiões, profissões e idades. O Memorial do 11 de Setembro registra pessoas de mais de 90 países entre os mortos.

Além das mortes imediatas, milhares de pessoas foram expostas à fumaça, poeira e substâncias tóxicas presentes nos locais dos ataques.

Bombeiros, policiais, equipes de resgate, trabalhadores e moradores da região enfrentaram consequências de saúde que continuaram por décadas.

O que aconteceu depois dos atentados?

O 11 de setembro provocou uma mudança profunda na política externa dos Estados Unidos.

Poucas semanas depois dos ataques, os Estados Unidos iniciaram uma operação militar no Afeganistão, onde estava o regime do Talibã.

O objetivo declarado era combater a organização responsável pelos atentados e capturar seus principais líderes, mas o país permaneceu militarmente envolvido no Afeganistão por quase duas décadas.

Em 2011, Osama bin Laden foi localizado no Paquistão e morto durante uma operação realizada por forças especiais norte-americanas.

A Guerra ao Terror

Depois do 11 de setembro, o governo de George W. Bush declarou uma ampla campanha internacional conhecida como Guerra ao Terror, usando o evento como campanha política.

O conceito passou a orientar grande parte da política externa e de segurança dos Estados Unidos.

Também aumentaram a cooperação entre serviços de inteligência, o compartilhamento internacional de informações e as medidas de controle em aeroportos.

A investigação dos atentados se tornou uma das maiores operações da história do FBI.

O 11 de setembro levou à Guerra do Iraque?

O Iraque não participou dos atentados de 11 de setembro, e a Al-Qaeda responsável pelos ataques não era o governo iraquiano.

Mesmo assim, em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque durante a chamada Guerra ao Terror.

O governo de George W. Bush justificou a invasão principalmente com acusações relacionadas a armas de destruição em massa e à ameaça representada pelo regime de Saddam Hussein.

Posteriormente, as principais alegações sobre a existência de estoques de armas de destruição em massa no Iraque não se confirmaram.

Como o 11 de setembro mudou os aeroportos?

Antes de 2001, viajar de avião nos Estados Unidos era uma experiência muito diferente.

Depois dos atentados, os procedimentos de segurança foram ampliados significativamente.

Bagagens passaram a ser examinadas com maior rigor, controles de passageiros foram reforçados e novas regras foram implementadas para impedir que pessoas sequestrassem aeronaves.

A criação da Transportation Security Administration (TSA) também fez parte dessa transformação.

O modelo de segurança aeroportuária norte-americano acabou influenciando procedimentos adotados em diversos outros países.

O impacto social do 11 de setembro

O atentado também provocou mudanças sociais.

Nos Estados Unidos e em outros países ocidentais, comunidades muçulmanas e pessoas de origem árabe passaram a enfrentar episódios de preconceito, discriminação e violência.

Isso criou um dos grandes paradoxos do período: uma organização extremista que afirmava agir em nome de uma interpretação radical do islamismo acabou contribuindo para o aumento da hostilidade contra pessoas que não tinham qualquer relação com terrorismo.

O episódio também mudou a maneira como filmes, séries, jornais e programas de televisão passaram a representar terrorismo, guerras e segurança.

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