Todo ano, no segundo domingo de maio (o dia das mães), milhões de pessoas param para homenagear suas mães com presentes, mensagens e gestos de carinho.
Mas o Dia das Mães vai muito além do comércio e das flores: sua origem mistura rituais antigos, movimentos sociais e até uma história de luta que pouca gente conhece.
Para entender como essa data surgiu, é preciso voltar milhares de anos no tempo.
As primeiras homenagens às mães na Antiguidade
Muito antes da criação do Dia das Mães como conhecemos hoje, civilizações antigas já celebravam figuras maternas, mas de forma simbólica e religiosa.
Na Grécia Antiga, por exemplo, festivais eram realizados em homenagem a Reia, considerada a mãe dos deuses. Já na Roma Antiga, existia uma celebração chamada Hilaria, dedicada à deusa Cibele, também associada à maternidade.
Esses eventos não eram voltados para mães individuais, mas para a ideia da maternidade como força criadora e essencial para a vida.
A tradição na Inglaterra: o “Mothering Sunday”
Séculos depois, na Inglaterra, surgiu uma tradição chamada “Mothering Sunday”, celebrada durante a Quaresma. Nesse dia, trabalhadores que viviam longe de casa tinham permissão para voltar e visitar suas mães.
Era um momento de reencontro familiar, com refeições especiais e pequenas homenagens. Esse costume ajudou a construir a ideia de um dia dedicado à figura materna, mas ainda sem o formato moderno.
A criação do Dia das Mães moderno
O Dia das Mães como conhecemos hoje começou nos Estados Unidos, no início do século XX, graças a Anna Jarvis.
Após a morte de sua mãe, Anna quis criar uma data para homenagear o amor, o cuidado e o papel das mães na sociedade. Em 1908, ela organizou uma cerimônia em homenagem à sua mãe, reunindo centenas de pessoas.
O movimento ganhou força rapidamente. Em 1914, o presidente Woodrow Wilson oficializou o Dia das Mães como uma data nacional nos Estados Unidos, a ser comemorada no segundo domingo de maio.
Quando a celebração virou comércio?
Curiosamente, a própria Anna Jarvis ficou insatisfeita com o rumo que a data tomou.
Ela acreditava que o Dia das Mães deveria ser um momento íntimo e sincero, baseado em cartas, visitas e demonstrações de afeto.
Com o tempo, porém, empresas começaram a transformar a data em uma grande oportunidade comercial, com venda de flores, cartões e presentes.
Anna passou a criticar abertamente essa comercialização e chegou a protestar contra empresas que lucravam com a data, um contraste curioso com o que vemos hoje.
Como o Dia das Mães chegou ao Brasil?
No Brasil, o Dia das Mães foi oficializado em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. A data também foi fixada no segundo domingo de maio, seguindo o modelo norte-americano.
A escolha teve forte influência de grupos religiosos e sociais, que viam na celebração uma forma de valorizar a família e o papel da mulher na sociedade.
Por que o Dia das Mães continua tão importante?
Mesmo com toda a comercialização, o Dia das Mães continua sendo uma das datas mais emocionais do calendário.
Isso acontece porque ele toca em algo universal: a relação entre mães e filhos.
