Star Wars pode se passar numa galáxia muito, muito distante, mas as influências por trás da saga são bem terrenas.
Quando George Lucas criou o universo de Star Wars nos anos 1970, ele não tirou tudo da imaginação: boa parte da estrutura política, dos personagens e até das lutas com sabres de luz foram inspiradas em sociedades reais, como o Império Romano, os samurais do Japão feudal e até eventos históricos do século XX.
O Império Galáctico e o Império Romano
A semelhança começa no nome: Império Galáctico. E, assim como o Império Romano, o império em Star Wars surge depois do colapso de uma república.
No universo de Lucas, a República Galáctica cai por causa da corrupção, das guerras e da ascensão de um líder autoritário: o Chanceler Palpatine, que se transforma no Imperador.
Isso lembra muito o que aconteceu em Roma com figuras como Júlio César e Otaviano (Augusto), que usaram momentos de crise para concentrar poder e acabar com a república.
A estética também ajuda: os trajes dos oficiais imperiais, a arquitetura grandiosa e até o título de “Senador” fazem referência direta à Roma Antiga.
Jedi e samurais
Os cavaleiros Jedi são claramente inspirados nos samurais do Japão feudal.
George Lucas era fã de Akira Kurosawa, diretor japonês que filmou clássicos como Os Sete Samurais e A Fortaleza Escondida, esta última, aliás, foi uma das bases narrativas de Star Wars: Uma Nova Esperança.
Os Jedi seguem um código de conduta baseado em honra, autocontrole e espiritualidade, assim como os samurais seguiam o bushidô.
A roupa com túnica, os duelos solenes e até o sabre de luz (um substituto high-tech da espada) reforçam essa ligação.
Obi-Wan Kenobi, por exemplo, se comporta mais como um monge guerreiro do que como um soldado.
Política e guerra com base na realidade
Além das influências antigas, Star Wars também tem muito de história moderna, como já dito aqui anteriormente.
O Império tem traços visuais e ideológicos inspirados em regimes totalitários do século XX, como o nazismo.
A queda da república, a manipulação das massas e o uso de guerras para justificar o controle político são temas que ecoam acontecimentos reais.
Já os Rebeldes, com seu espírito de resistência, lembram movimentos de guerrilha e revoluções populares, como a Revolução Francesa ou os grupos de resistência da Segunda Guerra.
