O Lollapalooza 2025 cumpriu, no geral, aquilo que muitos fãs esperavam: um grande encontro musical.
Esse ano ele foi marcado pela diversidade e pela capacidade de reunir públicos diferentes no mesmo espaço.
O lineup, que achei bastante equilibrado, foi um dos pontos mais fortes desta edição, ao cruzar artistas consagrados com nomes emergentes, estilos alternativos com propostas mais comerciais, e sonoridades locais com grandes referências internacionais.
Inclusive, é uma boa oportunidade para artistas nacionais ficarem ainda maiores e alcançarem novos públicos, já que muitas pessoas vão pelos nomes internacionais e descobrem novos ídolos ao longo do evento.
Essa variedade ajudou a manter o festival dinâmico e apelativo ao longo dos dias, reforçando a identidade do Lolla como um evento plural e inclusivo.
No entanto, apesar do saldo positivo, algumas apresentações ficaram abaixo das expectativas. Houve concertos tecnicamente corretos, mas pouco memoráveis, seja por falta de energia em palco, problemas de som ou escolhas de repertório que não conseguiram criar uma verdadeira ligação com o público.
Em certos casos, senti que artistas com grande potencial poderiam ter entregue atuações mais ousadas ou melhor ensaiadas, sobretudo tendo em conta a dimensão e a visibilidade do festival.
É claro que, assistir ao vivo é muito melhor do que por transmissão e poderia entender melhor o sentimento da plateia em determinados momentos se estivesse presente, mas isso fica para uma próxima oportunidade.
Ainda assim, esses pontos não chegam a comprometer a experiência como um todo.
O Lollapalooza 2025 mostrou que continua a ser relevante e atento à diversidade musical, mesmo que ainda haja espaço para melhorar a consistência e o impacto de algumas performances.
Foi uma edição boa, sólida, e que deixa a sensação de que, com pequenos ajustes, poderá se tornar excelente nas próximas edições.
